por Dinarte Assunção

A repercussão causada em torno da emissão da nota de solidariedade a Ana Tânia, ex-secretária de Saúde, pelas promotoras de Defesa da Saúde reacende o debate sobre radicalismos no modo de fazer jornalismo.Sinceramente acredito que as promotoras fizerem bem na emissão da nota. Não faço aqui louvores ao trabalho de Ana Tânia, mas acredito que a preocupação das promotoras era apenas em razão da exoneração de alguém cujo trabalho elas mesmas, a quem incumbe fiscalizar, elogiam.

A imprensa de Natal, então, mira o MP para, nas entrelinhas da notícia, dizer que o papel do Ministério Público é de apenas fiscalizar. Entro, pois, em concordância com o que disse, a mim e tantos outros, o procurador geral de Justiça, Manoel Onofre Neto. Abre aspas.

“O posicionamento do MP é em defesa de uma gestão técnica e democrática”. Ponto. É isso mesmo. De que adiantaria o MP fiscalizar sem se posicionar a respeito de assunto de sua competência? Teríamos um órgão inerte e um trabalho realizado apenas, e tão somomente apenas, pela provocação.

Se houve excessos na nota, como reconheceu a própria Elaine Cardoso, a imprensa deveria ter atentado muito mais para rotatividade de cargos na Prefeitura do Natal do que para o conteúdo do texto discutido.

Caso não tivesse se manifestado, muito provavelmente questionariam o silêncio do MP. Quandou falou, atentaram para o excesso e não para o alerta que fez. A assertiva seguinte é de um colega e será conveniente em algumas situações à atuação do jornalismo daqui. Novamente, abre aspas.

“Imprensa intrépida se faz aqui, meu caro!” Infelizmente ei de concordar. Porque se faz.